Sensação do time de Dortmund e também da Alemanha, meia se 'livra' de apelido de Messi para se tornar alvo de Real, Barça e Manchester United. Se o Borussia é o atual bicampeão alemão e está nas quartas de final da Liga dos Campeões, certamente Mario
Götze é um dos responsáveis. Com apenas 20 anos, o camisa 10 se "livrou" das comparações com Lionel Messi feitas por Franz Beckenbauer para trilhar o próprio caminho de sucesso. Suas atuações encheram os olhos não apenas da torcida ou do técnico Joachim Löw, mas também do diretor esportivo da equipe de Dortmund, Michael Zorc, que agora pretende oferecer um contrato vitalício ao jogador, desde os nove anos de idade no clube. Ele, porém, prefere deixar o futuro em aberto - ainda mais quando gigantes europeus como Real Madrid, Barcelona e Manchester United se tornam prováveis destinos.
- São clubes ambiciosos, pode ser benéfico para um jogador atuar em outras ligas e é possível se desenvolver muito com isso. Mas não estou pensando nisso no momento. Estou muito feliz em Dortmund e contente com a minha situação atual. Então só vou decidir sobre isso daqui a algum tempo - disse, em entrevista ao site oficial da Fifa.
Autor de um gol na vitória da Alemanha sobre o Cazaquistão, pelas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2014, Götze também comentou sobre a possibilidade de vir ao Brasil no próximo ano. Seja como o típico camisa 10, atuando pelos lados, ou até de falso centroavante, posição em que atuou na última sexta, o versátil meio-campista não é sensação de duas equipes tão poderosas à toa. Confira os principais trechos do bate-papo abaixo:
FIFA.COM: Götze, em que posição você mais gosta de atuar?
Mario Götze: A minha posição preferida é como meia central que sobe ao ataque, ou seja, a posição do típico camisa 10. É o setor onde mais jogo no Borussia Dortmund. Mas também posso jogar pelos lados, seja pela esquerda ou pela direita, e até lá na frente. Mas não acho que exista uma grande diferença. Sinto-me bem em todas as posições.
Então, você também gosta de atuar bem adiantado em um sistema sem um centroavante fixo?
Com certeza. Contra uma equipe muito recuada, isso apresenta até algumas vantagens. É possível mudar de posição com bastante frequência, isso causa confusão na defesa adversária. Dessa forma, não é tão fácil nos marcar. Em bolas aéreas, é um pouco difícil para mim, mas por enquanto não estou me preocupando com esse aspecto (risos).
Existe algum tipo de rixa na seleção alemã entre os jogadores do Bayern e do Borussia?
(risos) Às vezes existem algumas brincadeiras, mas nada feito por maldade. Na seleção alemã, as prioridades são diferentes das que temos jogando pelos nossos clubes.
Você tem alguma explicação para o desempenho tão melhor do Borussia na Liga dos Campeões em comparação com os outros torneios?
Como não havíamos jogado um futebol tão incrível no cenário internacional nos últimos dois anos, todos queríamos mostrar que tínhamos condições de jogar de igual para igual com os adversários e de chegar longe no torneio, principalmente depois que caímos em um grupo tão difícil (juntamente com Real Madrid, Manchester City e Ajax). E isso serviu como um estímulo para todos nós.
O diretor esportivo do Borussia Dortmund, Michael Zorc, quer lhe oferecer um contrato vitalício para que você jogue pelo clube até os 35 anos. Quais são os seus planos?
Estou deixando isso em aberto. Clubes como Real Madrid, Barcelona e Manchester United são ambiciosos, pode ser benéfico para um jogador atuar em outras ligas e é possível se desenvolver muito com isso. Mas não estou pensando nisso no momento. Estou muito feliz em Dortmund e contente com a minha situação atual. Então, só vou decidir sobre isso daqui a algum tempo.
Você muito provavelmente terá a oportunidade de viajar no ano que vem para disputar a Copa do Mundo. Quais as suas expectativas para o torneio?
Todo jogador sonha com isso. Jogar um torneio da grandeza de um Mundial e ainda por cima em um país apaixonado por futebol como o Brasil é algo incrível demais.